Mostrar mensagens com a etiqueta prémios recebidos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta prémios recebidos. Mostrar todas as mensagens

10 de fevereiro de 2017

Posts da página do Facebook (3)

Mais uma série de obras, e publicações:



"Varinas" - 1922
 "Varinas" - 1922, pertence à colecção do Museus da Cidade de Lisboa

"Saloias na Estrada" - 1930
 "Saloias na Estrada" - 1930, pertence à colecção do MASP - Museu de Arte Contemporânea de S. Paulo

"Elegante num café em Paris" - 1921
"Elegante num café em Paris" - 1921 (apareceu em catálogos digitais de leiloeiros)
"Cartaz" - 1918
"Cartaz" - 1918, foi a primeira capa ilustrada desta revista, uma das primeiras colaborações de "graphic-design"

"Stand da Casa TÁTÁ" - 1928
Foi com este "Stand da Casa TÁTÁ" - 1928, que Mestre António Soares ganhou o 1º Prémio do Salão Vogue da Elegância Feminina, e começou a mostrar o seu arrojo em arquitectura e design...

"A Revolução de Maio - Cartaz para o filme de António Lopes Ribeiro" - 1938

"Coristas da Folies Bergères - série Lutécia" - 1944

As "Coristas da Folies Bergères - série Lutécia" - 1944, é uma obra pertencente à Fundação Calouste Gulbenkian; esteve presente na exposição “O Modernismo Feliz – Art Déco em Portugal” MNAC-Museu do Chiado de Junho a Nov2012

20 de novembro de 2015

Catálogo Digital (1) "OLHARES - Os Estudos e os Desenhos de ANTÓNIO SOARES"

Não é bem este o espírito da blogosfera, iniciar um blog e depois deixar passar meses e meses (mais de doze) seguidos sem introduzir nenhuma notícia. Acontece que o tempo é escasso e os projectos foram-se acumulando sem deixar espaço para dar a continuidade desejada e desejável... Peço por isso desculpa aos nossos estimados leitores.
Hoje vou tentar colmatar algum tempo introduzindo imagens e comentários, que farão parte do Catálogo Visual prometido. Irão sendo introduzidos alguns posts com informação diversa, conforme a oportunidade das imagens. Será dado o devido feedback relativamente às mesmas.

Depois do pequeno e muito ilustrativo filme da nossa amiga e Designer, a artista plástica Graça Martins, ficam aqui mais algumas imagens do aspecto geral da exposição.

Comecemos pelo início - à entrada, o anúncio das duas exposições simultâneas:



E no Átrio:





Para permitir a todos os visitantes se localizarem no espaço e no tempo foi plasmado o Cronograma da Vida e Obra do Mestre António Soares, que será transcrito abaixo.





CRONOGRAMA DA VIDA E OBRA DE ANTÓNIO SOARES (1894/1978)


1894 nasce, em Lisboa, a 18 de Setembro # 1905 conclui a Instrução Primária com Distinção # nasce a futura mulher, Maria Germana # 1907-1909 trabalha como aprendiz de ourives, revelando a sua aptidão inata para o desenho # 1910 trabalha alguns meses nos Comboios de Portugal mas conclui não ter vocaçãode forma deliberada, provoca o seu despedimento # Implantação da República # 1911 é expulso de casajunta-se aos amigos e começa a trabalhar em jornais e teatro # 1912 1ª Exposição dos Humoristas Portuguesesnão participa por não se considerar humorista nem caricaturista # 1913 por insistência dos amigos, participa em pleno na 2ª Exposição do Humoristas apresentando caricaturas sociais # 1914 nasce a irmã, Judite # matricula-se nas aulas de Mestre Ernesto Condeixapor sugestão do mestre, que dizia não ter mais nada a ensinar-lhe, deixa as aulas; torna-se sócio efectivo da Sociedade Nacional de Belas-Artes # início da Primeira Grande Guerra # 1915 autor da capa e contra-capa do livro "Rajada Doentia" de Augusto Ferreira Gomes, autor da capa do livro do Dr. Alberto de Veiga Simões "Era uma vez um Rei" # participa no I Salão dos Humoristas Portugueses (Porto) # sai o 1º número da Revista Orfeu, de Fernando Pessoa # 1916 colabora no número Espécimen da "Contemporânea" # autor do cabeçalho "Por casa dos artistas" no jornal "O Século" # promove e colabora na organização da Galeria das Artes no Salão Bobone # 4 painéis decorativos para a Direcção do Jornal de Arganil (Lisboa) # II Salão dos Modernistas (Porto) – é autor da capa do Catálogo # 1917 1º prémio do concurso de cartazes para a Junta Patriótica do Norte, exposto na 1ª Exposição de Arte e de Guerra (Porto) # 1918 concebe friso decorativo "Os Ofícios de Alcântara" na Escola Básica Raúl Lino, a convite do próprio Arquitecto Raúl Lino # cenários da peça "À Luz de um Vitral" de Veva de Lima, Teatro S. Luís # autor da capa para o livro "Antinous, a Poem" de Fernando Pessoa # 1919 cenário "À luz de um vitral" para o Teatro S. Carlos # capa para o livro de Vicente Arnoso "Coimbra Terra de Amores" # 1920 início de colaboração com a revista "Ilustração Portuguesa" # cenário "Borboleta" para o Teatro Nacional # organiza e colabora na 3ª exposição dos Humoristas # capa do livro de Gaspar Carvalho "Noite de S. João" # 1921 realiza a sua 1ª. Exposição Individual no salão “O Século” (Lisboa) # autor do logótipo do Diário de Lisboa, diário vespertino # autor das capas para os livros "Leviana", e "Colette / Collette Willy / Colette" de António Ferro # 1922 Histórica travessia do Atlântico Sul por avião por Gago Coutinho e Sacadura Cabral # 1º Centenário da Independência do Brasil # 1923 autor das capas para o livro "Batalha de Flores" de António Ferro # autor da capa do livro "D. Sebastião" de Correia da Costa # 1924 concorre ao Salão na SNBA; participa e orienta a distribuição dos quadros de "A Brasileira do Chiado" – onze telas por sete artistas – e pinta dois: "Café de Noite / À Mesa da Brasileira" (elementos masculinos) e "Botequim" (figuras femininas) # 1925 visita Paris (pela primeira e última vez) e uma exposição de "Art Déco" # expõe os quadros da Brasileira no 1º Salão de Outono da S.N.B.A. # 1926 colabora activamente nos décors e linha gráfica do "Bristol Club" # compõe o óleo "Quarta Feira de Cinzas" e retrato de Mário Ribeiro # concorre ao Salão na SNBA "Ilustração Portuguesa" # Revolução de 28 de Maio # 1927 nasce o irmão, Américo # Medalha de ouro de Pintura nas Caldas da Rainha # 1928 participa na Exposição de Arte da SNBA # compõe cortina para a Revista Rambóia, "O Vira" no Teatro Maria Vitória # 1929 casa com Maria Germana # concorre ao 1º Salão de Outono da Voga – stands da "Voga" e "Casa Chinesa" e obtém o 1º prémio e uma Menção de Honra # pinta o retrato de “Natacha”, e ganha a 1ª Medalha em Desenho da SNBA # colabora na organização do Baile das Artes, com três painéis decorativos (um dos quais guardou na sua colecção) # colabora na decoração do "York Bar" # colabora e dirige a montagem do “Salão da Luz e da Eletricidade Aplicada ao Lar” – stand da empresa “Electro Reclamo, Lda.”, cartaz, e toda a publicidade nos jornais # Teatro Variedades – cortina com motivos do séc. XVIII # stand para a Companhia Nacional de Moagem na Exposição de S. Luís, Lisboa # morre o irmão, Domingos # 1930 compõe duas cortinas "Fantasia" e "Registos e Bentinhos", e ainda dois cenários "Velhos Bairros de Lisboa" e "Vindimas" para o Teatro Avenida # dois telões "À vara larga" e "Fado"; três cenários: "Baile das Artes", "Fado" e "Arraial Português", Revista Chá de Parreira – Teatro Variedades # um telão "Velha Lisboa/Nocturno" – Teatro Avenida # telão de fantasia "Nova York" – Teatro da Trindade # um cenário da peça de Ramada Curto "Sapo e Doninha" – Teatro Nacional # três telões "Mascarilha", "Santa Catarina", "Velho Solar em Lisboa", e um cenário "Jardins da côr" da revista Canto da Cigarra - Teatro Variedades – anos mais tarde, algumas destas cenas, servirão de inspiração para óleos; quadro decorativo e decoração do Bar do Teatro Nacional # preside ao júri da 8ª exposição de Aguarela e Desenho da SNBA # eleito vogal para a Direção da SNBA # ilustração no livro "A Selva" de Ferreira de Castro # 1931 A família acolhe o meio-irmão, Américo # 1932 participa no 1º Salão do Estoril e ganha a 1ª medalha em Pintura # participa na "Grande Exposição Industrial Portuguesa" com um stand para a "Fábrica Santa Clara" # 1933 inicia uma colaboração com a Fábrica Santa Clara, criando toda a linha gráfica das embalagens, produtos de beleza e sabonetes e o relançamento do sabonete "Feno de Portugal" # entra no Conselho Superior da SNBA # 1934 participa no restauro do Palácio de Queluz com quadros e painéis para a sala dos Espelhos / trono e sala D. Quixote # Encomendadas 6 telas para o Palácio da Assembleia Nacional # 1935 participa na 1ª Exposição de Arte Moderna Ÿ Prémio Columbano # Exposição das Festas da Cidade "Motivos de Lisboa" # 1936 nomeado representante da SNBA do Conselho de Estética Citadina da Câmara Municipal de Lisboa # autor do Diploma da Câmara Municipal de Lisboa para o Dr. Oliveira Salazar # encomenda do quadro "Lisboa" para o Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris # 1937 Exposição do Ano X da Revolução Nacional encomenda de dois quadros: "Terra Portuguesa" e "Alma Nacional" # Grand-Prix de Pintura da Exposição Internacional de Paris, com o quadro "Lisboa" # convidado por António Lopes Ribeiro a colaborar no filme "A Revolução de Maio" # Participa na exposição Internacional/Universal de Artes e Técnicas de Paris # 1938 morre a irmã, Judite # encomenda de um quadro em afresco "Mareantes" para o Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Nova York de 1939 # encomenda pela I. B. M. do quadro "Portugal my Country" para o seu pavilhão "Contemporary Art of 79 countries" # 1939 obtém uma Medalha de Honra pelo quadro "Portugal my Country" na Exposição Internacional de Nova York # Exposição Internacional/Universal de Nova York # Início da "Segunda Grande Guerra Mundial # 1940 colaboração nos cenários, décors, cartazes publicitários no filme de António Lopes Ribeiro "O Feitiço do Império" # Exposição do Mundo Português (onde não participa) # 1943 Morre a Mãe # 1945 Morre o Pai # 1946 A Fundação Casa de Bragança faz uma encomenda de um óleo da "D. Luiza de Gusmão", para o Palácio de Vila Viçosa # 1949 concorre à Exposição de Arte Moderna do SNI, e recebe segundo Prémio Columbano pelo conjunto das obras expostas Ÿ representação na Exposição de Evocação da "Arte Moderna Portuguesa" do SNI # 1950 "Retrato de Sua Eminência o Cardeal Cerejeira" # 1951 participação na 1ª Bienal de São Paulo (Brasil) # 1952 colaboração com a Sociedade Industrial Aliança – linha gráfica das farinhas, bolachas, biscoitos, chocolates e rebuçados Ÿ participação na Exposição Internacional de Sevilha "Atenea" (Espanha) # 1958 condecorado pelo Estado Português com o grau de oficial da Ordem de Sant'Iago de Espada # 1961 O irmão, Américo, casa-se com Maria de Fátima # eleito vogal da Academia Nacional das Belas Artes # 1962 nasce a sobrinha, Ana Isabel # obtém o "Prémio Diário de Notícias" de pintura # O Dr. Nuno Simões e um grupo de amigos do Dr. Champalimaud, adquirem e oferecem o quadro "Lisboa das Velhas Fontes" para o Museu de Arte de S. Paulo – MASP # autor da capa e de 52 ilustrações para a colecção "Lendas de Portugal" de Gentil Marques # 1963 participa na Exposição de arte da SNBA # 1965 Exposição itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian Ÿ nasce o sobrinho e afilhado, António Francisco # 1966 Exposição Nacional de Arte do SNI – Itinerante Ÿ "As artes ao serviço da Nação", no 40º aniversário da Revolução Nacional – Museu de Arte Popular (Lisboa) # 1968 nasce o sobrinho, João José # 1971 Exposição "Lisboa na obra dos artistas contemporâneos" (CML) # 1973 desenho da capa do livro de Agustina Bessa Luís "Santo António" # 1974 Exposição do Espólio da "Ilustração Portuguesa" no Salão Nobre de "O Século" # 25 de Abril – Revolução dos Cravos # 1976 Exposição de 100 obras do Património do Ministério da Comunicação Social, Palácio Foz # 1978 morre Mestre António Soares a 28 de Junho – repousa num jazigo da família da cunhada (família de José Alívio de Madureira) no Cemitério de Calendário em Vila Nova de Famalicão # 1983 Exposição de inauguração do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian # 1993 "Para compreender os Lusíadas", livro de Amélia Pinto Pais leva uma reprodução do quadro "Camões" # 1994/1995 Comemorações do Centenário do Nascimento de António Soares, na Galeria Alvarez (Porto), no Museu de Arte Contemporânea do Funchal Fortaleza de S. Tiago (Madeira) e VIII Bienal de Cerveira (Vila Nova de Cerveira) # 1996 morre Maria Germana, tendo sido colocada no mesmo jazigo do marido # 2012 Exposição "O Modernismo FelizArt Déco em Portugal" no MNAC/Museu do Chiado (Lisboa) # 2014/2015 Exposição "Olhares: os Estudos e os Desenhos de António Soares" na Fundação Escultor José Rodrigues, no Porto…



24 de agosto de 2014

O "Prémio Diário de Notícias" foi atribuído, este ano, ao Pintor António Soares



          O júri encarregado de atribuir o "Prémio Diário de Notícias", na importância de 30.000$00 resolveu, este ano, consagrar uma obra nacional de arte plástica referente aos dois últimos anos. O nome do escolhido, o grande pintor António Soares, foi ontem proclamado no decurso de um almoço realizado nesta Redacção.
          
          O prémio que tem sido concedido a escritores como Fidelino de Figueiredo, Mário Beirão e José Régio, já distinguiu também alguns valores actuais das artes plásticas, como o escultor Martins Correia, e o arquitecto Keil do Amaral. Este ano foi decidido galardoar um pintor. O nome de António Soares foi, em várias sessões do júri, o indicado, como já dissemos, para receber o prémio. 

          A obra e a figura de António Soares ocupam, com efeito, no panorama da vida cultural e social portuguesa do nosso século, um lugar de assinalado relevo. Personalidade inconfundível, alheia aos apelos e motivações das várias e efémeras correntes estéticas que se têm processado após o impressionismo, apenas com a consciência plena dos caminhos e perspectivas que se enquadram na morfologia do nosso tempo, logo ao despontar para o mundo das artes no ano quase longínquo de 1913, António Soares, ao lado de Almada Negreiros, Jorge Barradas, Stuart de Carvalhais, Canto da Maia, Cristiano Cruz e outros mais, conquistou tal posição que, dentro em breve, passou a ser considerado, tanto pela crítica como pela opinião pública, como uma das colunas mestras da pintura portuguesa contemporânea.

          Através de alguns milhares de trabalhos em pintura a óleo, desenho à pena, a lápis e a carvão guacho, com a discreta e emotiva elegância e originalidade que lhe foram sempre peculiares, interpretou, nos seus aspectos mais vivos e flagrantes, uma notabilíssima série de imagens, costumes e tradições e vivências que é muito difícil encontrar paralelo. Lisboa e Paris, principalmente ao serem evocados pelo seu traço vigoroso e livre, prodigioso de conjugações cromáticas, ressurgem, esplenderosamente, em suas requintadas intimidades e na plena pujança das suas fisionomias cheias de encanto e de surpresa. A graça, o enlevo, a sentimentalidade apurada e sóbria, constituem o seu permanente objectivo e diálogo. Como cenarista, arquitecto decorador de filmes e ilustrador de muitas dezenas de livros, evidenciou também os seus altos méritos. Em todas estas modalidades a sua aristocrática sensabilidade procurou sempre criar diferentes processos de realização formal e conceptual, circunscritos a um âmbito de civilização e bom gosto, à altura dos grandes padrões europeus.

          Independentemente da sua participação em numerosas exposições colectivas, já apresentou desde 1913, em Lisboa e no Porto, dezassete exposições individuais. A última efectuada em Dezembro do ano findo na capital do Norte, abrangeu um conjunto de trabalhos, pertencentes ao período da sua juventude, o qual veio realçar, além de outros predicados, a qualidade de extraordinária antecipação da maior parte dos rumos e tendências presentemente adoptadas.

          António Soares que está representado em Portugal nos Museus Nacional de Arte Contemporânea, Soares dos Reis, do Caramulo e José Malhoa, nos palácios Nacional de Queluz e da Assembleia Nacional, gabinetes dos presidentes do Conselho e da Câmara Corporativa e nos Paços Patriarcal de Lisboa e Ducal de Vila Viçosa, possui, também, inúmeras obras nas grandes colecções particulares do nosso país e do estrangeiro. Em 1937, juntamente com Picasso, Vlamick, Dufly, Van Dongen, Maurice Denis, E. Vuillard e Dunoyer de Segonzac, foi contemplado na Exposição Internacional de Paris com o "Grand Prix" de Pintura. Tomou também parte noutros importantes certames, nomeadamente, nas exposições internacionais de Vincennes e Artes e Técnicas de Paris, em 1929 e 1937 respectivamente; Feira Mundial de Nova York em 1939; no pavilhão de Portugal, com a pintura mural "Os Mareantes"e, convidado por Mr. Thomas Watson expôs o quadro intitulado "Portugal my Country", no Pavilhão das Ciências e das Artes; na primeira Bienal de S. Paulo e, em 1952, no Ateneu de Sevilha.

          A sua actividade plástica que já havia merecido artigos e ensaios da autoria de Júlio Dantas, Adriano de Gusmão, Alfredo Pimenta, Correia da Costa e Sousa Pinto, sempre que surgiu em terra estrangeira foi também longamente apreciada e nos termos mais honrosos, tanto para o artista, como também para Portugal.

          Desde longa data António Soares que ascendeu por seus amplos e afirmativos recursos à categoria de Mestre insígne da pintura do mundo do nosso tempo, tem sido distinguido por galardões da maior projecção e significado como: prémios Columbano em 1935 e 1948; várias Medalhas de Ouro em Desenho e Pintura nas expposições da Sociedade Nacional de Belas Artes, e Medalha de Honra da Grande Exposição Internacional de Nova York, em 1939. Foi condecorado pelo Governo Português com o oficialato de Santiago de Espada em 1958 e eleito, por unanimidade, em 1961, vogal da Academia Nacional de Belas Artes.

in DIÁRIO DE NOTÍCIAS, a 3 de Março de 1962