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22 de maio de 2019

"Júlio e outros modernistas” - projecto “Arte Partilhada” da Fundação Millennium BCP e a Galeria Julio / Centro de Memória de Vila do Conde


A Galeria Julio / Centro de Memória de Vila do Conde recebe a exposição “Julio e outros modernistas” no âmbito do projeto “Arte Partilhada” da Fundação Millennium bcp, até 22 de setembro de 2019.

Será inaugurada, no próximo dia 24 de maio, pelas 19h, na Galeria Julio / Centro de Memória de Vila do Conde a exposição de pintura e desenho “Julio e outros modernistas”. 

A mostra resulta de um convite dirigido à Fundação Millennium BCP, pela Câmara Municipal de Vila do Conde, no âmbito do projeto “Arte Partilhada”.

Dando continuidade à missão de preservação, estudo e divulgação da obra do artista e poeta vilacondense, Julio / Saúl Dias, a Galeria Julio acolhe um vasto conjunto de obras plásticas de artistas seus contemporâneos, alguns deles ligados a Vila do Conde, representativos do Modernismo em Portugal, potenciando uma nova leitura dos trabalhos do artista.


Amadeo de Sousa Cardoso, Almada Negreiros, Eduardo Viana, António Carneiro, Mily Possoz, Carlos Botelho, Jorge Barradas, Mário Eloy, António Soares, Bernardo Marques, Francis Smith, Dordio Gomes e Carlos Carneiro, acolhidos, simbolicamente, por Julio, na sua terra natal, estarão representados nesta grande mostra que reunirá mais de 80 obras de diferentes técnicas, entre pintura e desenho, provenientes da coleção da Fundação Millennium bcp e da coleção da Câmara Municipal de Vila do Conde.


A exposição estará patente até 22 de setembro.


Terça a domingo // 10h às 18h


Largo de S. Sebastião
4480-706 Vila do Conde
Telefone: 252 248 468


Email:centro.memoria@cm-viladoconde.pt

19 de setembro de 2018

Os Modernistas Amigos e Contemporâneos de Amadeo de Souza-Cardoso - obras da Colecção da Fundação MillenniumBCP


Mais uma vez, a exposição itinerante da colecção moderna da Fundação Millennium BCP sai de Lisboa e vem até ao Norte, à terra-natal de Amadeo de Souza-Cardoso e ao Museu Municipal que deste modo homenageia um dos seus mais dilectos filhos, atribuindo o seu nome ao Museu.

Desta feita são 59 obras de 14 artistas, começando pelo anfitrião de que a colecção apresenta duas obras, e continuando e prolongando a exposição itinerante que esteve também em Castelo Branco de 2015 a 2016. 

A  exposição  "OS  MODERNISTAS  -  Amigos  e  Contemporâneos  de  Amadeo de Souza-Cardoso, Colecção Millenium bcp" esteve integrada na programação do MIMO Festival Amarante 2018.

Nesta exposição estão presentes obras dos seguintes artistas:
- Amadeo de Souza-Cardoso;
- Eduardo Viana;
- José de Almada Negreiros;
- António Carneiro;
- Francis Smith;
- António Soares;
- Mily Possoz;
- Jorge Barradas;
- Bernardo Marques;
- Mário Eloy;
- Júlio Reis Pereira;
- Carlos Botelho;
- Dordio Gomes;
- Carlos Carneiro;

Museu Amadeo de Souza-Cardoso 
Alameda Teixeira de Pascoaes, Amarante
T. 255 420 282
Exposição patente de 20 jul a 28 out 2018
Horário: ter-dom 10h-12h30, 14h-18h
Preço único: €1





18 de setembro de 2018

18 de Setembro de 2018 (1894 - 124 anos...)




Nascem em Portugal, nos nossos dias, cerca de 240 bebés por dia – nasceram 88.150 crianças em 2017 – uma das taxas mais baixas da União Europeia. Em 1894 a média era muito maior – mais de 315 crianças por dia, mesmo que destas, uma grande parte não ultrapassasse a primeira infância ou sequer o primeiro ano de vida! 

Quantas destas crianças viverão mais de oitenta anos? Há 124 anos atrás, o mais normal, caso sobrevivessem à infância e adolescência, por terem uma vida dura, a velhice chegaria cedo e viveriam até aos 55 ou 60 anos. Hoje, a expectativa mais comum é que vivam muito para lá dos 85 anos!

Esta ideia veio ao meu encontro quando reflectia que faz hoje, precisamente, dia 18 de Setembro, 124 anos que nasceu Mestre António Soares e, tal como as palavras, os pensamentos “são como as cerejas”… e desenrolam-se sem parar... 

Creio que nunca o meu querido tio imaginaria que haveria ainda quem se lembrasse da sua data de nascimento, quarenta anos depois da sua morte! Aliás, nem ele acreditaria, quando novo, que sobreviveria a tantos dos seus companheiros de luta, e de vida, e que viveria até quase aos 84 anos! 

Mas é verdade, ainda nos lembramos, ainda pagamos missas por sua alma, e continuamos a lutar por que se faça a sua grande, e merecida, exposição retrospectiva! Em Lisboa, no Museu de Arte Contemporânea – Museu do Chiado! Organizada pelo Estado Português!

Não me vou por a adivinhar datas, já o fiz demasiadas vezes e não vou mais uma vez fazê-lo para ter de me desdizer. Quando for, será! O próprio Estado Português tem todo o interesse em fazer toda a publicidade, sendo que foi já há 6 anos, em 2012 – na exposição “O Modernismo Feliz – Art-Déco em Portugal” - que o MNAC registou a sua maior afluência, até essa data!

E por isso mesmo, estou absolutamente certa de que registará uma enorme afluência, mais uma vez! Basta recordar o quanto os portugueses “amam” os artistas dessa geração porquanto os visitam e vão ver as suas obras: Amadeo de Souza-Cardoso, José de Almada Negreiros, as duas grandes exposições em 2017.

Tal como na pequena exposição no Museu Nacional do Teatro e da Dança, onde foi organizada a exposição acerca da obra de António Soares para Teatro e Dança que esteve patente de Março2017 a Fev2018. Foi um excelente começo! 

Falta agora apresentar «o resto da obra»… tal como bem apontou o nosso Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa,  na sua “oficiosa” visita aquando da inauguração da mesma (cumprindo uma promessa feita ao seu grande amigo e irmão do artista, e depois à sua viúva), ao Senhor Ministro da Cultura, Dr. Luís Filipe Castro Mendes.

Pela minha parte, em nome da família, estamos sempre disponíveis para auxiliar na preparação de qualquer exposição, como os Directores e Conservadores dos Museus que já nos conhecem, bem sabem. 

É importante para a difusão da cultura, e da arte portuguesa. É importante para os nossos jovens artistas e toda a população em geral, conhecer artistas que tanto impacto exerceram, no seu tempo. É importante em última análise para os amantes de arte e coleccionadores, verem finalmente um reconhecimento da qualidade e valor das obras deste artista, hoje um quase ilustre desconhecido – mas já não tanto, desde o excelente catálogo publicado no ano passado pelo MNTD/DGPC.

Esta é a minha homenagem, a meu tio, Mestre António Soares. Ao Artista e ao Homem! Um pequeno resumo biográfico, ou melhor, um cronograma, pode ser visto aqui.



14 de fevereiro de 2017

Posts da página do Facebook (6)

O critério que presidiu à publicação de todas as obras que têm vindo a ser mostradas, na página do Facebook ou aqui neste blogue, foi o de apresentar obras que foram publicadas na imprensa (mesmo que há muito tempo, como as capas de Revistas, de livros ou outras publicações), obras que fazem parte de colecções dos Museus Nacionais, ou de outras instituições que em alguma altura apresentaram essas mesmas obras em exposições, exposições que terão tido lugar nalgum período entre 1978 e 2017. E ainda, obras que tenham feito parte de Catálogos de Leiloeiros, e que por isso deverão ter já estado disponíveis nalgum período, online. 

Eis aqui mais algumas:

"Telhados de Lisboa" - 1945
Esta obra "Telhados de Lisboa" - 1945, está no catálogo e esteve presente na exposição do Centenário de nascimento de Mestre António Soares - Porto (1994) e Funchal (1995)


"Sabonete Feno de Portugal - FSC" - 1933
Esta imagem aparece publicada em vários blogues, mas sabemos que todas as fotos desta época (entre 1933 e 1935) foram editadas pelo Mestre António Soares.

"Estudo para papel de embrulho - FSC (Fábrica Santa Clara)" - 1933
Este estudo e as quatro fotos abaixo, composições publicitárias para o sabonete Feno de Portugal,foram apresentadas a público, pela primeira vez, na exposição “Olhares – os estudos e os desenhos” nas comemorações do 120º aniversário de nascimento de António Soares (1894-1978) na Fundação Escultor José Rodrigues de Set2014 a Mar2015; este "Estudo para papel de embrulho - FSC (Fábrica Santa Clara)" - 1933, esteve também presente na Galeria Nave (actualmente Museu do Design da Câmara Municipal de Matosinhos) na Exposição realizada no âmbito da Experimenta Design 2015, entre Nov2015 e Mar2016


"Feno de Portugal - FSC" - 1933

"Feno de Portugal - FSC" - 1933

"Feno de Portugal - FSC" - 1933

"Feno de Portugal - FSC" - 1933

29 de novembro de 2016

Actualização do Blog

Estimados amigos, leitores deste minúsculo blog:

Porque me merecem imenso respeito e consideração devo apresentar as minhas desculpas pelos lapsos de tempo entre cada post. A razão prende-se com disponibilidade, mas fundamentalmente com problemas familiares. Esta página é editada pela sobrinha do Pintor Mestre António Soares, e o meu Pai foi até ao dia 3 de Abril do corrente ano de 2016, o último irmão vivo do grande pintor Modernista do século XX. 

Dei início a este blog pela impossibilidade de alterar o site "www.mestreantoniosoares.org", e para ir dando a conhecer as actividades de divulgação da obra do artista.

Mestre António Soares morreu em 1978. Desde essa altura que a família tem vindo a aguardar a tão esperada e merecida Exposição Retrospectiva, que deveria ser organizada pelas entidades públicas. A nossa impaciência, como Família mais chegada ao artista e detentora dos direitos autorais da obra, prende-se, por um lado, com o facto da existência de um enorme hiato entre os dois factos (morte do artista e realização de uma primeira Exposição Retrospectiva), mas também por o irmão mais novo, meu Pai, Américo de Miranda Soares, ter dado início e realizado, ao longo de mais de trinta anos, um Inventário exaustivo da obra do irmão, que tanto admirava.

O espólio existente teve, por parte de Américo Soares, uma atenção e um cuidado muito para além do que é corrente por parte das famílias de outros artistas, salvo honrosas excepções (que confirmam a regra), sendo que a preocupação pela divulgação e insistência junto de várias entidades, ao longo destes trinta e oito anos, veio a culminar na preparação de duas grandes exposições - que deveriam ter sido inauguradas em Novembro de 2015 - mas que por força das circunstâncias e de dificuldades várias, serão inauguradas separadamente mas, felizmente, acreditamos nós, com grande impacto.

Os 33 anos de diferença que separavam o meu Pai, Américo, do artista Mestre António Soares, fazem de mim, na realidade, uma sobrinha da mesma geração dos netos e sobrinhos-netos de todos os amigos e conhecidos do nosso Tio, que com ele privaram. Do único irmão ficam agora três sobrinhos, sendo eu a mais velha. Mas também existem agora mais seis sobrinhos netos e a nossa Mãe, também já bastante idosa, representará o nosso Pai, sempre que possível, pelo enorme desejo que este sempre nutriu em ver a Exposição Retrospectiva da obra do irmão.

Neste momento, o ponto da situação é o seguinte:

O Museu Nacional do Teatro e da Dança vai inaugurar - a data será anunciada aqui e na Comunicação Social, sem dúvida, muito brevemente - já no início do próximo ano de 2017, uma exposição sobre António Soares (realizado com material existente no Museu e também com material - desenhos, estudos, projectos, e mesmo alguns cenários e rompimentos - que a Família aí colocou em depósito desde 2009) que irá demonstrar a influência que este grande artista do século XX teve, para a modernização do Teatro em Portugal, nomeadamente nos anos '30. Recomendamos a aquisição do catálogo, realizado com a qualidade a que o Museu do Teatro e da Dança nos habituou, e que será um documento precioso para o início da redescoberta deste exímio artista.

O Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, por seu lado, teve mais dificuldade em reunir um conjunto interessante e significativo de obras, dado na sua grande maioria estarem em colecções particulares, mas aos poucos foram aparecendo inúmeras famílias e coleccionadores que, ao longo destes 38 anos, têm aguardado, também com uma ansiedade semelhante à da família, por esta tão merecida Exposição Retrospectiva. Esperamos ainda que, dados os constrangimentos que foram surgindo, mais algumas obras apareçam. De qualquer modo, a perspectiva é a de que a Exposição que tinha sido anunciada (no próprio site do MNAC) primeiro para Novembro de 2015 e posteriormente para Março de 2016, e que até agora não sabemos quando poderá ter lugar, deverá ser realizada até meados do próximo ano, por isso, não desesperemos, já esteve mais longe a expectativa. Todos sabemos dos cortes orçamentais que têm afectado a cultura, assim como outras áreas. O trabalho mais difícil que foi a reunião das peças e a elaboração dos textos para o Catálogo, já foi feito. Resta agora a calendarização seguida pela adjudicação das verbas para a sua montagem. Por tudo isto peço, a todos os inúmeros coleccionadores/emprestadores das obras do Mestre António Soares, que foram contactados previamente, que aguardemos pacientemente.

Como compreendem, o facto de António Soares ter sido um artista que teve, desde os 16 anos, de trabalhar para viver, e ainda, mais tarde, de sustentar a família, condicionou um pouco a sua actividade (não podia só "pintar o que lhe apetecia" mas teve de trabalhar para encomendas, como acontecia com todos os seus colegas) sendo que a contrapartida foi uma produção imensa, que engloba ainda trabalhos em Cinema, e trabalhos gráficos (que os artistas na época tinham tendência a desvalorizar), mas que hoje em dia estão englobados na categoria de Design, e que existe ainda muito para descobrir... e ser "descoberto". Daí também a importância destas Exposições, para colocar no seu devido lugar, no panorama das Artes Nacionais, este grande artista do Modernismo.

Julgo que com este post não estou a ser indiscreta, estou só a tentar ser objectiva e factual. Tenho assim que agradecer, de uma forma geral e informal, o trabalho e empenho de Directores de Museus e de Fundações, Conservadores e Técnicos Especializados, que a seu tempo nomearei com a devida vénia, que se têm identificado com os nossos desejos, como família, que se têm tornado amigos, e que me têm ajudado a continuar o trabalho iniciado pelo meu Pai.

Efectivamente, foi essa a promessa que fiz ao nosso Pai, há já alguns anos, em 2012, aquando da Exposição no MNAC - Museu do Chiado «O Modernismo Feliz - Art Déco em Portugal», a de continuar o trabalho por ele iniciado, tal como expliquei acima. 

Oportunamente então irei continuar a "postar" informação relevante para o conhecimento deste grande artista do século XX. Em simultâneo, a um ritmo mais regular, no "Facebook" tenho estado a publicar imagens, sem grandes explicações, dado que estes dois instrumentos, têm funções e projecção diferenciadas.

Bem hajam por continuar a visitar-nos. Deixem-nos os vossos comentários, são sempre bem vindos,

Ana Isabel de Ornellas   


24 de novembro de 2015

Catálogo Digital (4) "OLHARES - Os Estudos e os Desenhos de ANTÓNIO SOARES"

Mais algumas imagens vão ficar aqui da exposição OLHARES, que decorreu entre 20 de Setembro de 2014 e 21 de Março de 2015, na Fundação Escultor José Rodrigues, na Rua da Fábrica Social (Alto da Fontinha) Porto. 
O melhor, o mais imponente espaço expositivo que existe na cidade do Porto, que tem tido exposições marcantes e significativas do panorama artístico actual contemporâneo.

Aqui ficam as imagens do aspecto geral da exposição nas restantes salas.

A segunda sala - o Design - foi a primeira mostra da valência de designer modernista, praticamente inédita, de António Soares.











A última sala - os estudos e os desenhos - englobava também as pranchas cenográficas dos cenários para o filme de António Lopes Ribeiro, "A Revolução de Maio" de 1936.











A última frase,

"O desenho é a inteligência da forma, a disciplina visual. Sem o desenho o Universo seria uma massa confusa. A côr é a luz, o espírito e a substância a própria vida."

de autoria de António Soares, revela e define a sua filosofia, o seu pensamento, o que o autor pensava do seu lugar no Mundo...

A capa do catálogo que também entendemos deveria ser a imagem/marca da exposição, foi nem mais nem menos que o último desenho realizado por António Soares, na madrugada ou na tarde do seu último dia de vida na Terra. 

(comentário escrito pelo irmão, na própria folha)


20 de novembro de 2015

Catálogo Digital (1) "OLHARES - Os Estudos e os Desenhos de ANTÓNIO SOARES"

Não é bem este o espírito da blogosfera, iniciar um blog e depois deixar passar meses e meses (mais de doze) seguidos sem introduzir nenhuma notícia. Acontece que o tempo é escasso e os projectos foram-se acumulando sem deixar espaço para dar a continuidade desejada e desejável... Peço por isso desculpa aos nossos estimados leitores.
Hoje vou tentar colmatar algum tempo introduzindo imagens e comentários, que farão parte do Catálogo Visual prometido. Irão sendo introduzidos alguns posts com informação diversa, conforme a oportunidade das imagens. Será dado o devido feedback relativamente às mesmas.

Depois do pequeno e muito ilustrativo filme da nossa amiga e Designer, a artista plástica Graça Martins, ficam aqui mais algumas imagens do aspecto geral da exposição.

Comecemos pelo início - à entrada, o anúncio das duas exposições simultâneas:



E no Átrio:





Para permitir a todos os visitantes se localizarem no espaço e no tempo foi plasmado o Cronograma da Vida e Obra do Mestre António Soares, que será transcrito abaixo.





CRONOGRAMA DA VIDA E OBRA DE ANTÓNIO SOARES (1894/1978)


1894 nasce, em Lisboa, a 18 de Setembro # 1905 conclui a Instrução Primária com Distinção # nasce a futura mulher, Maria Germana # 1907-1909 trabalha como aprendiz de ourives, revelando a sua aptidão inata para o desenho # 1910 trabalha alguns meses nos Comboios de Portugal mas conclui não ter vocaçãode forma deliberada, provoca o seu despedimento # Implantação da República # 1911 é expulso de casajunta-se aos amigos e começa a trabalhar em jornais e teatro # 1912 1ª Exposição dos Humoristas Portuguesesnão participa por não se considerar humorista nem caricaturista # 1913 por insistência dos amigos, participa em pleno na 2ª Exposição do Humoristas apresentando caricaturas sociais # 1914 nasce a irmã, Judite # matricula-se nas aulas de Mestre Ernesto Condeixapor sugestão do mestre, que dizia não ter mais nada a ensinar-lhe, deixa as aulas; torna-se sócio efectivo da Sociedade Nacional de Belas-Artes # início da Primeira Grande Guerra # 1915 autor da capa e contra-capa do livro "Rajada Doentia" de Augusto Ferreira Gomes, autor da capa do livro do Dr. Alberto de Veiga Simões "Era uma vez um Rei" # participa no I Salão dos Humoristas Portugueses (Porto) # sai o 1º número da Revista Orfeu, de Fernando Pessoa # 1916 colabora no número Espécimen da "Contemporânea" # autor do cabeçalho "Por casa dos artistas" no jornal "O Século" # promove e colabora na organização da Galeria das Artes no Salão Bobone # 4 painéis decorativos para a Direcção do Jornal de Arganil (Lisboa) # II Salão dos Modernistas (Porto) – é autor da capa do Catálogo # 1917 1º prémio do concurso de cartazes para a Junta Patriótica do Norte, exposto na 1ª Exposição de Arte e de Guerra (Porto) # 1918 concebe friso decorativo "Os Ofícios de Alcântara" na Escola Básica Raúl Lino, a convite do próprio Arquitecto Raúl Lino # cenários da peça "À Luz de um Vitral" de Veva de Lima, Teatro S. Luís # autor da capa para o livro "Antinous, a Poem" de Fernando Pessoa # 1919 cenário "À luz de um vitral" para o Teatro S. Carlos # capa para o livro de Vicente Arnoso "Coimbra Terra de Amores" # 1920 início de colaboração com a revista "Ilustração Portuguesa" # cenário "Borboleta" para o Teatro Nacional # organiza e colabora na 3ª exposição dos Humoristas # capa do livro de Gaspar Carvalho "Noite de S. João" # 1921 realiza a sua 1ª. Exposição Individual no salão “O Século” (Lisboa) # autor do logótipo do Diário de Lisboa, diário vespertino # autor das capas para os livros "Leviana", e "Colette / Collette Willy / Colette" de António Ferro # 1922 Histórica travessia do Atlântico Sul por avião por Gago Coutinho e Sacadura Cabral # 1º Centenário da Independência do Brasil # 1923 autor das capas para o livro "Batalha de Flores" de António Ferro # autor da capa do livro "D. Sebastião" de Correia da Costa # 1924 concorre ao Salão na SNBA; participa e orienta a distribuição dos quadros de "A Brasileira do Chiado" – onze telas por sete artistas – e pinta dois: "Café de Noite / À Mesa da Brasileira" (elementos masculinos) e "Botequim" (figuras femininas) # 1925 visita Paris (pela primeira e última vez) e uma exposição de "Art Déco" # expõe os quadros da Brasileira no 1º Salão de Outono da S.N.B.A. # 1926 colabora activamente nos décors e linha gráfica do "Bristol Club" # compõe o óleo "Quarta Feira de Cinzas" e retrato de Mário Ribeiro # concorre ao Salão na SNBA "Ilustração Portuguesa" # Revolução de 28 de Maio # 1927 nasce o irmão, Américo # Medalha de ouro de Pintura nas Caldas da Rainha # 1928 participa na Exposição de Arte da SNBA # compõe cortina para a Revista Rambóia, "O Vira" no Teatro Maria Vitória # 1929 casa com Maria Germana # concorre ao 1º Salão de Outono da Voga – stands da "Voga" e "Casa Chinesa" e obtém o 1º prémio e uma Menção de Honra # pinta o retrato de “Natacha”, e ganha a 1ª Medalha em Desenho da SNBA # colabora na organização do Baile das Artes, com três painéis decorativos (um dos quais guardou na sua colecção) # colabora na decoração do "York Bar" # colabora e dirige a montagem do “Salão da Luz e da Eletricidade Aplicada ao Lar” – stand da empresa “Electro Reclamo, Lda.”, cartaz, e toda a publicidade nos jornais # Teatro Variedades – cortina com motivos do séc. XVIII # stand para a Companhia Nacional de Moagem na Exposição de S. Luís, Lisboa # morre o irmão, Domingos # 1930 compõe duas cortinas "Fantasia" e "Registos e Bentinhos", e ainda dois cenários "Velhos Bairros de Lisboa" e "Vindimas" para o Teatro Avenida # dois telões "À vara larga" e "Fado"; três cenários: "Baile das Artes", "Fado" e "Arraial Português", Revista Chá de Parreira – Teatro Variedades # um telão "Velha Lisboa/Nocturno" – Teatro Avenida # telão de fantasia "Nova York" – Teatro da Trindade # um cenário da peça de Ramada Curto "Sapo e Doninha" – Teatro Nacional # três telões "Mascarilha", "Santa Catarina", "Velho Solar em Lisboa", e um cenário "Jardins da côr" da revista Canto da Cigarra - Teatro Variedades – anos mais tarde, algumas destas cenas, servirão de inspiração para óleos; quadro decorativo e decoração do Bar do Teatro Nacional # preside ao júri da 8ª exposição de Aguarela e Desenho da SNBA # eleito vogal para a Direção da SNBA # ilustração no livro "A Selva" de Ferreira de Castro # 1931 A família acolhe o meio-irmão, Américo # 1932 participa no 1º Salão do Estoril e ganha a 1ª medalha em Pintura # participa na "Grande Exposição Industrial Portuguesa" com um stand para a "Fábrica Santa Clara" # 1933 inicia uma colaboração com a Fábrica Santa Clara, criando toda a linha gráfica das embalagens, produtos de beleza e sabonetes e o relançamento do sabonete "Feno de Portugal" # entra no Conselho Superior da SNBA # 1934 participa no restauro do Palácio de Queluz com quadros e painéis para a sala dos Espelhos / trono e sala D. Quixote # Encomendadas 6 telas para o Palácio da Assembleia Nacional # 1935 participa na 1ª Exposição de Arte Moderna Ÿ Prémio Columbano # Exposição das Festas da Cidade "Motivos de Lisboa" # 1936 nomeado representante da SNBA do Conselho de Estética Citadina da Câmara Municipal de Lisboa # autor do Diploma da Câmara Municipal de Lisboa para o Dr. Oliveira Salazar # encomenda do quadro "Lisboa" para o Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris # 1937 Exposição do Ano X da Revolução Nacional encomenda de dois quadros: "Terra Portuguesa" e "Alma Nacional" # Grand-Prix de Pintura da Exposição Internacional de Paris, com o quadro "Lisboa" # convidado por António Lopes Ribeiro a colaborar no filme "A Revolução de Maio" # Participa na exposição Internacional/Universal de Artes e Técnicas de Paris # 1938 morre a irmã, Judite # encomenda de um quadro em afresco "Mareantes" para o Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Nova York de 1939 # encomenda pela I. B. M. do quadro "Portugal my Country" para o seu pavilhão "Contemporary Art of 79 countries" # 1939 obtém uma Medalha de Honra pelo quadro "Portugal my Country" na Exposição Internacional de Nova York # Exposição Internacional/Universal de Nova York # Início da "Segunda Grande Guerra Mundial # 1940 colaboração nos cenários, décors, cartazes publicitários no filme de António Lopes Ribeiro "O Feitiço do Império" # Exposição do Mundo Português (onde não participa) # 1943 Morre a Mãe # 1945 Morre o Pai # 1946 A Fundação Casa de Bragança faz uma encomenda de um óleo da "D. Luiza de Gusmão", para o Palácio de Vila Viçosa # 1949 concorre à Exposição de Arte Moderna do SNI, e recebe segundo Prémio Columbano pelo conjunto das obras expostas Ÿ representação na Exposição de Evocação da "Arte Moderna Portuguesa" do SNI # 1950 "Retrato de Sua Eminência o Cardeal Cerejeira" # 1951 participação na 1ª Bienal de São Paulo (Brasil) # 1952 colaboração com a Sociedade Industrial Aliança – linha gráfica das farinhas, bolachas, biscoitos, chocolates e rebuçados Ÿ participação na Exposição Internacional de Sevilha "Atenea" (Espanha) # 1958 condecorado pelo Estado Português com o grau de oficial da Ordem de Sant'Iago de Espada # 1961 O irmão, Américo, casa-se com Maria de Fátima # eleito vogal da Academia Nacional das Belas Artes # 1962 nasce a sobrinha, Ana Isabel # obtém o "Prémio Diário de Notícias" de pintura # O Dr. Nuno Simões e um grupo de amigos do Dr. Champalimaud, adquirem e oferecem o quadro "Lisboa das Velhas Fontes" para o Museu de Arte de S. Paulo – MASP # autor da capa e de 52 ilustrações para a colecção "Lendas de Portugal" de Gentil Marques # 1963 participa na Exposição de arte da SNBA # 1965 Exposição itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian Ÿ nasce o sobrinho e afilhado, António Francisco # 1966 Exposição Nacional de Arte do SNI – Itinerante Ÿ "As artes ao serviço da Nação", no 40º aniversário da Revolução Nacional – Museu de Arte Popular (Lisboa) # 1968 nasce o sobrinho, João José # 1971 Exposição "Lisboa na obra dos artistas contemporâneos" (CML) # 1973 desenho da capa do livro de Agustina Bessa Luís "Santo António" # 1974 Exposição do Espólio da "Ilustração Portuguesa" no Salão Nobre de "O Século" # 25 de Abril – Revolução dos Cravos # 1976 Exposição de 100 obras do Património do Ministério da Comunicação Social, Palácio Foz # 1978 morre Mestre António Soares a 28 de Junho – repousa num jazigo da família da cunhada (família de José Alívio de Madureira) no Cemitério de Calendário em Vila Nova de Famalicão # 1983 Exposição de inauguração do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian # 1993 "Para compreender os Lusíadas", livro de Amélia Pinto Pais leva uma reprodução do quadro "Camões" # 1994/1995 Comemorações do Centenário do Nascimento de António Soares, na Galeria Alvarez (Porto), no Museu de Arte Contemporânea do Funchal Fortaleza de S. Tiago (Madeira) e VIII Bienal de Cerveira (Vila Nova de Cerveira) # 1996 morre Maria Germana, tendo sido colocada no mesmo jazigo do marido # 2012 Exposição "O Modernismo FelizArt Déco em Portugal" no MNAC/Museu do Chiado (Lisboa) # 2014/2015 Exposição "Olhares: os Estudos e os Desenhos de António Soares" na Fundação Escultor José Rodrigues, no Porto…