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29 de novembro de 2016

Actualização do Blog

Estimados amigos, leitores deste minúsculo blog:

Porque me merecem imenso respeito e consideração devo apresentar as minhas desculpas pelos lapsos de tempo entre cada post. A razão prende-se com disponibilidade, mas fundamentalmente com problemas familiares. Esta página é editada pela sobrinha do Pintor Mestre António Soares, e o meu Pai foi até ao dia 3 de Abril do corrente ano de 2016, o último irmão vivo do grande pintor Modernista do século XX. 

Dei início a este blog pela impossibilidade de alterar o site "www.mestreantoniosoares.org", e para ir dando a conhecer as actividades de divulgação da obra do artista.

Mestre António Soares morreu em 1978. Desde essa altura que a família tem vindo a aguardar a tão esperada e merecida Exposição Retrospectiva, que deveria ser organizada pelas entidades públicas. A nossa impaciência, como Família mais chegada ao artista e detentora dos direitos autorais da obra, prende-se, por um lado, com o facto da existência de um enorme hiato entre os dois factos (morte do artista e realização de uma primeira Exposição Retrospectiva), mas também por o irmão mais novo, meu Pai, Américo de Miranda Soares, ter dado início e realizado, ao longo de mais de trinta anos, um Inventário exaustivo da obra do irmão, que tanto admirava.

O espólio existente teve, por parte de Américo Soares, uma atenção e um cuidado muito para além do que é corrente por parte das famílias de outros artistas, salvo honrosas excepções (que confirmam a regra), sendo que a preocupação pela divulgação e insistência junto de várias entidades, ao longo destes trinta e oito anos, veio a culminar na preparação de duas grandes exposições - que deveriam ter sido inauguradas em Novembro de 2015 - mas que por força das circunstâncias e de dificuldades várias, serão inauguradas separadamente mas, felizmente, acreditamos nós, com grande impacto.

Os 33 anos de diferença que separavam o meu Pai, Américo, do artista Mestre António Soares, fazem de mim, na realidade, uma sobrinha da mesma geração dos netos e sobrinhos-netos de todos os amigos e conhecidos do nosso Tio, que com ele privaram. Do único irmão ficam agora três sobrinhos, sendo eu a mais velha. Mas também existem agora mais seis sobrinhos netos e a nossa Mãe, também já bastante idosa, representará o nosso Pai, sempre que possível, pelo enorme desejo que este sempre nutriu em ver a Exposição Retrospectiva da obra do irmão.

Neste momento, o ponto da situação é o seguinte:

O Museu Nacional do Teatro e da Dança vai inaugurar - a data será anunciada aqui e na Comunicação Social, sem dúvida, muito brevemente - já no início do próximo ano de 2017, uma exposição sobre António Soares (realizado com material existente no Museu e também com material - desenhos, estudos, projectos, e mesmo alguns cenários e rompimentos - que a Família aí colocou em depósito desde 2009) que irá demonstrar a influência que este grande artista do século XX teve, para a modernização do Teatro em Portugal, nomeadamente nos anos '30. Recomendamos a aquisição do catálogo, realizado com a qualidade a que o Museu do Teatro e da Dança nos habituou, e que será um documento precioso para o início da redescoberta deste exímio artista.

O Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, por seu lado, teve mais dificuldade em reunir um conjunto interessante e significativo de obras, dado na sua grande maioria estarem em colecções particulares, mas aos poucos foram aparecendo inúmeras famílias e coleccionadores que, ao longo destes 38 anos, têm aguardado, também com uma ansiedade semelhante à da família, por esta tão merecida Exposição Retrospectiva. Esperamos ainda que, dados os constrangimentos que foram surgindo, mais algumas obras apareçam. De qualquer modo, a perspectiva é a de que a Exposição que tinha sido anunciada (no próprio site do MNAC) primeiro para Novembro de 2015 e posteriormente para Março de 2016, e que até agora não sabemos quando poderá ter lugar, deverá ser realizada até meados do próximo ano, por isso, não desesperemos, já esteve mais longe a expectativa. Todos sabemos dos cortes orçamentais que têm afectado a cultura, assim como outras áreas. O trabalho mais difícil que foi a reunião das peças e a elaboração dos textos para o Catálogo, já foi feito. Resta agora a calendarização seguida pela adjudicação das verbas para a sua montagem. Por tudo isto peço, a todos os inúmeros coleccionadores/emprestadores das obras do Mestre António Soares, que foram contactados previamente, que aguardemos pacientemente.

Como compreendem, o facto de António Soares ter sido um artista que teve, desde os 16 anos, de trabalhar para viver, e ainda, mais tarde, de sustentar a família, condicionou um pouco a sua actividade (não podia só "pintar o que lhe apetecia" mas teve de trabalhar para encomendas, como acontecia com todos os seus colegas) sendo que a contrapartida foi uma produção imensa, que engloba ainda trabalhos em Cinema, e trabalhos gráficos (que os artistas na época tinham tendência a desvalorizar), mas que hoje em dia estão englobados na categoria de Design, e que existe ainda muito para descobrir... e ser "descoberto". Daí também a importância destas Exposições, para colocar no seu devido lugar, no panorama das Artes Nacionais, este grande artista do Modernismo.

Julgo que com este post não estou a ser indiscreta, estou só a tentar ser objectiva e factual. Tenho assim que agradecer, de uma forma geral e informal, o trabalho e empenho de Directores de Museus e de Fundações, Conservadores e Técnicos Especializados, que a seu tempo nomearei com a devida vénia, que se têm identificado com os nossos desejos, como família, que se têm tornado amigos, e que me têm ajudado a continuar o trabalho iniciado pelo meu Pai.

Efectivamente, foi essa a promessa que fiz ao nosso Pai, há já alguns anos, em 2012, aquando da Exposição no MNAC - Museu do Chiado «O Modernismo Feliz - Art Déco em Portugal», a de continuar o trabalho por ele iniciado, tal como expliquei acima. 

Oportunamente então irei continuar a "postar" informação relevante para o conhecimento deste grande artista do século XX. Em simultâneo, a um ritmo mais regular, no "Facebook" tenho estado a publicar imagens, sem grandes explicações, dado que estes dois instrumentos, têm funções e projecção diferenciadas.

Bem hajam por continuar a visitar-nos. Deixem-nos os vossos comentários, são sempre bem vindos,

Ana Isabel de Ornellas   


24 de agosto de 2014

"MODERNOS ARTISTAS PORTUGUESES"


in REPÚBLICA, 17 de Maio de 1937

               Sob a direcção do crítico e poeta da moderna geração Artur Augusto começou a publicar-se uma obra, cuja falta muito se fazia sentir. Intitula-se "MODERNOS ARTISTAS PORTUGUESES" e é editada pelas Edições Momento, o que por si só é garantia de que se trata de uma obra graficamente digna do seu objectivo.

               O primeiro fascículo, da autoria de Artur Augusto, ocupa-se da personalidade artística do pintor António Soares, sem dúvida um dos mais dotados e de mais acentuada individualidade dos modernos plasticistas.

               Nesse ensaio, o crítico analisa as características da arte de António Soares, anota a sua evolução e a influência dos seus trabalhos noutros artistas mais novos. Completa o ensaio uma nota dos principais trabalhos decorativos daquele pintor e uma colecção de reproduções de alguns dos seus quadros, especialmente retratos.




21 de agosto de 2014

Uma hora no Atelier de António Soares

Rio de Janeiro, 30 de Maio de 1931




Ora aqui tem, a minha amável leitora e o hirsuto crítico de café, o pintor António Soares em pantufas. Entremos devagarinho, porque o artista trabalha.
Não façamos bulha. Quanto aos paradoxos, às falsas ideias de requinte e à incoerência do que é costume chamar modernismo, é bom deixar tudo isso à porta, ao tocarmos a aldabra deste 4º andar da Rua do Salitre, onde António Soares pinta e medita.
É necessário fazer esta prevenção, porque o artista, em sua casa, é completamente diferente desse estridente figurino de ilustrador da moda, e pintor bizarro da frivolidade mundana.
António Soares na intimidade do seu “atelier” dá-nos a impressão de um anacoreta de côr. O seu “robe”, parece um hábito, e os pincéis, a paleta, e alguns volumes, sobre a antiguidade clássica, de mistura com os mais ousados ploblemas da investigação contemporânea, lembram-nos as peças necessárias ao ritual de um culto celebrado com a mais escrupulosa severidade.
Vive-se aqui, uma atmosfera de intensa cultura e recolhimento.
António Soares, fino observador de expressões, procura destruir esta impressão de austeridade e graciosamente, conta:
– Como está vendo, não estou num “atelier”. Aproveitei é certo, a luz desta sala, mas não foi a luz que me obrigou a trazer para aqui o cavalete.
– Então?
– Foi um aguaceiro. Chovia em casa como na rua. Esta sala foi vítima de uma inundação. Para salvar os móveis, mudei-os. A sala ficou deserta, e aqui tem a história da improvisação deste… “atelier”.
Rimos. Olho o quadro em que o artista está trabalhando e deixo escapar esta interrogação:
– Quem é esse doutor da Igreja, que você (está) tratando com tão justa elevação?
António Soares, sorri. Eu encaro mais o rosto da figura e reconheço, nela, num solene perfil, uma magnífica expressão de Camões. O cantor da Raça, está ali, fixado num esplendor de iluminação profética. Não é um poeta nem um soldado. É um guerreiro e um pensador, na hora da visão consciente da alta missão a cumprir, qual seja a de vislumbrar, apoiado numa robusta compleição poética, a manifestação da Eternidade, e captar esse belo segredo de modo a poder transmiti-lo como herança divina, aos altos destinos de uma Pátria.
Esta sugestão que se desprende do trabalho de António Soares, não é absolutamente incompatível com a sua fama de pintor mundano?
Parece que sim. No entanto António Soares, quando lhe coloco esta questão, responde deste modo:
– Na aparência, há um conflito de atitudes, mas em boa verdade, a variedade de aspectos é uma das mais belas manifestações da vida. O mundo frívolo, o mundo das aparências, quando bem visto, não é menos valioso do que as verdades superiores que incitam à austeridade. Além de tudo o mais é bom não esquecer que a frivolidade também tem os seus dramas…
– Uma arte que foge da reunião mundana?
– Exactamente…
«Eu sempre fui assim, como sou agora. Sempre tive as preocupações, que são agora mais evidentes na minha obra. Simplesmente o que houve, foi talvez o propósito de não revelar esse aspecto do meu querer e do meu sentir, por o não julgar com a suficiente energia de reflexão e de realização capaz de os exprimir. Esse trabalho, que está vendo, essa interpretação de Camões, trabalha-me na imaginação e tem ocupado as minhas horas mais intensas de estudo, há talvez 20 anos! Só agora pude levar a efeito, esse desejo. Tudo tem a sua hora…
– Chegou a hora da conversão?...
– A pergunta é bastante violenta. A uma questão indiscreta, responde-se com uma “blague”. A uma oportunidade iniludível de definir uma linha de conduta, só se pode retorquir, estremando campos. Foi a minha intenção arriscada.
«Quando principiou em mim, aquele conjunto de manifestações da sensibilidade, que nos conduzem à consciência do nosso temperamento artístico, encontrei resistências, bem entendido, resistência de ideias, não de pessoas. Naturalmente a minha reacção, tinha de se dar. No meu caso estavam também outros artistas. Não concordávamos com a orientação artística estabelecida e até posso avançar mais… Compreendi que os grandes mestres do Passado, não eram justamente compreendidos nas suas virtudes. Verifiquei que se tinha formado um conceito, chamado Escola, que não aceitava a espontânea florescência do espírito artístico, e o apertava em fórmulas, deformando-o como um pé, em bota apertada.
– Teoria da bota de elástico…
António Soares, inalterável prossegue:
– Eu era novo demais e insignificante, para tentar sozinho e sem exemplo, todo esse trabalho de rebeldia e insurgência.
«Ao mesmo tempo constatava, pelo livro e pelo jornal, que em França, Alemanha e outros países havia quem, agindo pela mesma ânsia, se dava com o maior entusiasmo à tarefa do renovamento.
«Aqui em Portugal, tanto como eu, existiam, e existem artistas, que pelo seu talento e qualidade de espírito, foram os meus caros companheiros de espírito dessas belas horas de luta.
«Claro está, que essas atitudes geram quase sempre um excesso de entusiasmo que muito prejudica a virtude principal dos primeiros impulsos criando a cegueira que acompanha todas as paixões de espírito.
«No caso a que me quero referir, chegaram ao delírio. Nesta manifestação de entusiasmo, eu já não poderia conviver.
«Eu tive sempre o entusiasmo lento no deflagrar, e o cuidado de reflectir.
«Confundiu-se a acção com a retórica. Por exemplo a célebre frase de Marinetti, afirmando a necessidade de queimar os museus foi tomada à letra.
«Não se viu que se tratava de uma exposição panfletária porque seria o próprio Marinetti, o primeiro a acudir ao museu, empregando uma violência de acção, se acaso soubesse que algum exaltado, procurava pôr em prática, tão louco intento.
«Seria muito capaz de deixar a sua conferência em meio.
– E deste modo deixou para trás o modernismo…
Era outra estocada, em busca de afirmações. António Soares, replica:
– Em nada esmoreceu em mim a minha grande simpatia pelos modernistas. O que deixei foi de concordar com toda a gente que se diz modernista.
– Mas abandonou a luta, diz-se.
– Não acha um deplorável absurdo empregar força contra uma coisa que já não oferece resistência?
– Qual é o seu processo predilecto de trabalho?
– Não tenho horário. Quando o impulso de realizar me impele para o cavalete, não tenho horas nem para comer. Todo o trabalho me agrada. Em todas as manifestações da minha arte realizo o meu objectivo: levar a minha arte a todos os aspectos da vida, e dar batalha em todos os campos.
«Fiz e faço “décor” para teatro, porque sendo afinal uma preocupação de grandes mestres da pintura, nunca deixo de aparecer onde quer que se passe uma questão artística.
«No nosso país, creio que a atitude dos pintores, fazendo decor, salva o teatro e o público de grandes monstruosidades. Sob o pretexto de fazer arte ligeira, a decoração teatral, presta-se a elevados objectivos pois habitua-se o público assim a conhecer os nossos costumes e a nossa paisagem, fazendo assim uma educação pictoral.
– Um desabafo:
– Essa tarefa não é fácil. A efectuação destas coisas simples, tem-me custado os maiores sacrifícios da minha vida.
«Talvez assim não acontecesse se tivesse optado pela fantasia aliciante da beleza boulevardeira dos teatros de Paris. Talvez fosse melhor entendido…

Cuidado, vamos saír…
António Soares já não está em pantufas.

Eduardo Frias

in JORNAL PORTUGUÊS
redactor, GASTÃO DE BETTENCOURT

1 de setembro de 2013

Inventário ou Catálogo Raisonné... da obra do Mestre António Soares

Já aqui tenho feito referência, em vários notícias, ao "Inventário"... E o que é o "Inventário"? Normalmente também se pode utilizar a palavra mais internacional, francesa, "Raisonné", que significa sensivelmente o mesmo, que é a listagem detalhada, com várias entradas e referências bem como com reproduções (ou não), da obra de um artista plástico, ou de um grupo de artistas, por exemplo.

Normalmente os artistas são... "artistas", isto é, temos na ideia que são pessoas um pouco alheadas dos aspectos práticos e mais "comesinhos" do dia-a-dia. Algumas vezes esta imagem é exactamente verdadeira e correcta, e designa na maior parte das vezes, muitos dos "artistas" que se tornaram mais conhecidos mundialmente. Assim como artistas menos conhecidos. 

Aliás até há "artistas"... sem obra... os "verdadeiros artistas"...

Mas nem sempre tem de ser, ou é, assim. Posso dar um exemplo maisto recente, por exemplo do artista austríaco, Friedensreich Hundertwasser, que faleceu há poucos anos, que até nem ligava muito ao facto de ter ou não dinheiro para comer ou se vestir, mas que foi um dos primeiros verdadeiros Ecologistas! Porém tinha sempre o maior cuidado na numeração e contabilização de todas as suas obras de arte, quer fossem serigrafias, que conseguia tornar únicas cada uma das unidades de várias séries, quer os seus magníficos quadros, quer painéis de azulejos - temos o privilégio (todos os cidadãos) de poder admirar um magnífico painel no Metropolitano da Gare do Oriente - quer projectos de arquitectura...

Vem esta referência a propósito da obra do Mestre António Soares. Efectivamente, desde a sua morte há trinta e cinco anos, tem vindo o seu irmão, Américo Soares, a elaborar o "Inventário" ou "Raisonné" de toda a obra, a partir de Catálogos das exposições Individuais e Colectivas, das reproduções (fotos) a partir do advento da fotografia, mas principalmente a partir de um instrumento precioso e inusitado (tendo em conta a "definição de artista" acima): das suas agendas.

Efectivamente o Mestre António Soares, que para além da sua paixão pela pintura, não teve Pai rico que o sustentasse e teve de viver do seu trabalho, tornou-se (por temperamente ou por necessidade) numa pessoa muito organizada que registava toda a sua vida em agendas que, felizmente, nunca deitou fora! A cada dia, em agendas grandes, de tamanho aproximado a folhas "A4", registava todas as saídas e entradas de dinheiro, desde o pão, os sapatos que tinham ido ao sapateiro, a conta paga ao talhante ou... "o quadro xxxxx vendido por $$$$$ ao Sr. Fulano". (verdadeiramente a "inveja" de qualquer investigador)...

Mas não foi só isso o espólio do grande artista. Tinha também o cuidado desde muito jovem, de guardar todas as referências às exposições, os artigos de jornal, as críticas, e... imensa correspondência!

Correspondência de amigos, de colegas, de coleccionadores, desde 1912 e anteriores... Há postais e cartas que, sem códigos postais iam ter às mãos do destinatário: cartas dirigidas "Ao Pintor António Soares, Café A Brasileira do Chiado, Lisboa". (testemunhos fantásticos!...)

Depois da Biografia completa, está na nossa ideia a publicação de "Correspondência", e em função da oportunidade, ou do interesse que possa vir a ser demonstrado, mais publicações relativas a grupos de obras ou a épocas, a tipos de actividade - está em estudo, por parte do Museu Nacional do Teatro, a elaboração de um Raisonné da obra do Mestre António Soares em tudo o que ao Teatro diz respeito, onde ele trabalhou durante muitos anos.

Mas mais recentemente, através da Internet, também me tem sido possível recuperar imagens de obras das quais não tinhamos referências ou imagens, pelo que o "Inventário" está sempre a ser actualizado.

Bom seria que os proprietários de colecções particulares nos contactassem a fim de podermos actualizar as imagens das obras que possuem. Também para efeitos de autenticação de obras, neste momento, a Família do Mestre António Soares, é a entidade mais idónea e credível de autenticação de obras de António Soares!

Vamos continuar a trabalhar nesse sentido, de descobrir e dar a conhecer onde se podem encontrar, em locais públicos, obras deste grande pintor do século XX.