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11 de fevereiro de 2017

Posts da página do Facebook (4)

Mais algumas publicações:

"Chá das Cinco - A Hora do Pecado" - 1921 
Publicado num dos primeiros números do Diário de Lisboa, diário vespertino cujo logotipo é também de António Soares, foi ele um dos primeiros colaboradores artísticos deste jornal, juntamente com Almada Negreiros e Jorge Barradas, entre outros. Esta é uma reprodução do desenho no periódico.

"Colheita de maçãs" - 1922
"Colheita de maçãs" - 1922, pertence à colecção da Fundação Calouste Gulbenkian

"À Garçonne" - 1928 - Revista Ilustração

"Mulher sem nome" - 1928
 "Mulher sem nome" - 1928, pertenceu, durante muitos anos à colecção da Cooperativa Artística Árvore, do Porto

"Auto-retrato com chapéu" - 1930
"Auto-retrato com chapéu" - 1930, pertence à colecção de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian

"No terrace du Café des Plaires" - 1922
"No terrace du Café des Plaires" - 1922, pertence à colecção do MNAC - Museu do Chiado, e esta obra foi também capa do catálogo da Exposição "Modernismo Feliz - Art Déco em Portugal", que foi uma primeira abordagem ao período do Modernismo, que teve lugar entre Junho e Novembro de 2012

"Menina sentada - Judite" - 1925
"Menina sentada - Judite" - 1925, pertence à colecção da Fundação Mário Soares

29 de novembro de 2016

Actualização do Blog

Estimados amigos, leitores deste minúsculo blog:

Porque me merecem imenso respeito e consideração devo apresentar as minhas desculpas pelos lapsos de tempo entre cada post. A razão prende-se com disponibilidade, mas fundamentalmente com problemas familiares. Esta página é editada pela sobrinha do Pintor Mestre António Soares, e o meu Pai foi até ao dia 3 de Abril do corrente ano de 2016, o último irmão vivo do grande pintor Modernista do século XX. 

Dei início a este blog pela impossibilidade de alterar o site "www.mestreantoniosoares.org", e para ir dando a conhecer as actividades de divulgação da obra do artista.

Mestre António Soares morreu em 1978. Desde essa altura que a família tem vindo a aguardar a tão esperada e merecida Exposição Retrospectiva, que deveria ser organizada pelas entidades públicas. A nossa impaciência, como Família mais chegada ao artista e detentora dos direitos autorais da obra, prende-se, por um lado, com o facto da existência de um enorme hiato entre os dois factos (morte do artista e realização de uma primeira Exposição Retrospectiva), mas também por o irmão mais novo, meu Pai, Américo de Miranda Soares, ter dado início e realizado, ao longo de mais de trinta anos, um Inventário exaustivo da obra do irmão, que tanto admirava.

O espólio existente teve, por parte de Américo Soares, uma atenção e um cuidado muito para além do que é corrente por parte das famílias de outros artistas, salvo honrosas excepções (que confirmam a regra), sendo que a preocupação pela divulgação e insistência junto de várias entidades, ao longo destes trinta e oito anos, veio a culminar na preparação de duas grandes exposições - que deveriam ter sido inauguradas em Novembro de 2015 - mas que por força das circunstâncias e de dificuldades várias, serão inauguradas separadamente mas, felizmente, acreditamos nós, com grande impacto.

Os 33 anos de diferença que separavam o meu Pai, Américo, do artista Mestre António Soares, fazem de mim, na realidade, uma sobrinha da mesma geração dos netos e sobrinhos-netos de todos os amigos e conhecidos do nosso Tio, que com ele privaram. Do único irmão ficam agora três sobrinhos, sendo eu a mais velha. Mas também existem agora mais seis sobrinhos netos e a nossa Mãe, também já bastante idosa, representará o nosso Pai, sempre que possível, pelo enorme desejo que este sempre nutriu em ver a Exposição Retrospectiva da obra do irmão.

Neste momento, o ponto da situação é o seguinte:

O Museu Nacional do Teatro e da Dança vai inaugurar - a data será anunciada aqui e na Comunicação Social, sem dúvida, muito brevemente - já no início do próximo ano de 2017, uma exposição sobre António Soares (realizado com material existente no Museu e também com material - desenhos, estudos, projectos, e mesmo alguns cenários e rompimentos - que a Família aí colocou em depósito desde 2009) que irá demonstrar a influência que este grande artista do século XX teve, para a modernização do Teatro em Portugal, nomeadamente nos anos '30. Recomendamos a aquisição do catálogo, realizado com a qualidade a que o Museu do Teatro e da Dança nos habituou, e que será um documento precioso para o início da redescoberta deste exímio artista.

O Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, por seu lado, teve mais dificuldade em reunir um conjunto interessante e significativo de obras, dado na sua grande maioria estarem em colecções particulares, mas aos poucos foram aparecendo inúmeras famílias e coleccionadores que, ao longo destes 38 anos, têm aguardado, também com uma ansiedade semelhante à da família, por esta tão merecida Exposição Retrospectiva. Esperamos ainda que, dados os constrangimentos que foram surgindo, mais algumas obras apareçam. De qualquer modo, a perspectiva é a de que a Exposição que tinha sido anunciada (no próprio site do MNAC) primeiro para Novembro de 2015 e posteriormente para Março de 2016, e que até agora não sabemos quando poderá ter lugar, deverá ser realizada até meados do próximo ano, por isso, não desesperemos, já esteve mais longe a expectativa. Todos sabemos dos cortes orçamentais que têm afectado a cultura, assim como outras áreas. O trabalho mais difícil que foi a reunião das peças e a elaboração dos textos para o Catálogo, já foi feito. Resta agora a calendarização seguida pela adjudicação das verbas para a sua montagem. Por tudo isto peço, a todos os inúmeros coleccionadores/emprestadores das obras do Mestre António Soares, que foram contactados previamente, que aguardemos pacientemente.

Como compreendem, o facto de António Soares ter sido um artista que teve, desde os 16 anos, de trabalhar para viver, e ainda, mais tarde, de sustentar a família, condicionou um pouco a sua actividade (não podia só "pintar o que lhe apetecia" mas teve de trabalhar para encomendas, como acontecia com todos os seus colegas) sendo que a contrapartida foi uma produção imensa, que engloba ainda trabalhos em Cinema, e trabalhos gráficos (que os artistas na época tinham tendência a desvalorizar), mas que hoje em dia estão englobados na categoria de Design, e que existe ainda muito para descobrir... e ser "descoberto". Daí também a importância destas Exposições, para colocar no seu devido lugar, no panorama das Artes Nacionais, este grande artista do Modernismo.

Julgo que com este post não estou a ser indiscreta, estou só a tentar ser objectiva e factual. Tenho assim que agradecer, de uma forma geral e informal, o trabalho e empenho de Directores de Museus e de Fundações, Conservadores e Técnicos Especializados, que a seu tempo nomearei com a devida vénia, que se têm identificado com os nossos desejos, como família, que se têm tornado amigos, e que me têm ajudado a continuar o trabalho iniciado pelo meu Pai.

Efectivamente, foi essa a promessa que fiz ao nosso Pai, há já alguns anos, em 2012, aquando da Exposição no MNAC - Museu do Chiado «O Modernismo Feliz - Art Déco em Portugal», a de continuar o trabalho por ele iniciado, tal como expliquei acima. 

Oportunamente então irei continuar a "postar" informação relevante para o conhecimento deste grande artista do século XX. Em simultâneo, a um ritmo mais regular, no "Facebook" tenho estado a publicar imagens, sem grandes explicações, dado que estes dois instrumentos, têm funções e projecção diferenciadas.

Bem hajam por continuar a visitar-nos. Deixem-nos os vossos comentários, são sempre bem vindos,

Ana Isabel de Ornellas   


18 de outubro de 2013

"Ofícios" e "As Artes, as Letras e as Ciências" - no Palácio da Assembleia da República

O tema "deambulatório" não cessa de me vir à cabeça. Com efeito, se pensar bem, há muitas obras do Mestre António Soares que ficam em "locais de passagem", como o Painel da Escola Secundária Engº. Ferreira Dias, no Cacém - localizado na Recepção da Escola; ou os painéis da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, em Abrantes - cujo espaço começou por ser o Ginásio da Escola, local onde passaram imensos jovens nas suas aulas de Educação Física, e que é agora o Grande Auditório.

No ano passado, aquando da extraordinária exposição "O Modernismo Feliz - Arte Nova em Portugal" que teve lugar no MNAC - Museu do Chiado, a maior obra exposta foi uma pintura a óleo, enorme, que foi designada por "A Agricultura, o Comércio, as Indústrias" e datado de 1933, e que segundo o nosso registo é designada por "Ofícios" e foi realizada, efectivamente, em 1935. Lamentavelmente não tenho ainda uma foto adequada, só uma que tirei aquando da referida exposição.


Noutro dia, por razões profissionais, fui participar num workshop precisamente na Assembleia da República. Ao passar por um corredor, por sinal relativamente largo, dou exactamente com esta obra, e com a que foi encomendada na mesma ocasião que emparelha com esta, designada por "As Artes, as Letras e as Ciências", também, claro de 1935. Os quadros são tão grandes que o corredor não permite um recuo suficiente para uma foto total. Só como registo, até conseguir um melhor, que espero me seja providenciado pela Directora do Museu da Assembleia da República:


E aqui estão mais duas obras... num "local de passagem"...


31 de março de 2013

Retrato da Mulher do Artista - Retrato da Irmã do Artista

Está patente desde 12 de Julho de 2012 até 7 de Abril de 2013 na Exposição Permanente do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian - Galeria 1, quer a "Natacha" quer este belíssimo retrato a óleo de 1932, de Maria Germana, com 27 anos, mulher do Mestre António Soares.
Por um lapso dos serviços da CAM este retrato - que é definitivamente o retrato da mulher do artista - aparece como "Retrato da Irmã do Artista", 1937. Aqui fica a rectificação.


Apresentamos a seguir mais dois retratos quer da mulher do Mestre quer da irmã, para se comprovar a impossibilidade da semelhança.

Em primeiro lugar o "Retrato da Irmã do Artista" a óleo, de 1936, aqui representada com 22 anos, que está no MNAC - Museu do Chiado:


E agora uma sanguínea lindíssima das duas jovens senhoras, da colecção da Família:



À esquerda aparece Judite, a irmã do Mestre (1914/1938) e à direita D. Maria Germana (1905/1996) e está inventariado como "Mulher e Irmã do Autor" e datado de 1933.

23 de janeiro de 2013

"O Modernismo Feliz - Art Déco em Portugal" - Exposição no MNAC - Museu do Chiado de 28 Junho a 25 Novembro de 2012


Foi a imagem deste pequeno quadro de António Soares ("No terrace du café des plaires"), que pertence à colecção do Museu do Chiado, que serviu de inspiração para o Catálogo da Exposição. 

Prevista para encerrar a 28 de Outubro, acabou por se prolongar por mais 4 semanas, devido à afluência verdadeiramente excepcional (só em Agosto o Museu do Chiado teve mais de 22.000 visitantes) que reflete o interesse que Lisboa e o público em geral têm pelo tema e pelas obras dos grandes artistas portugueses do século XX.


Um autêntico êxito! Está de parabéns o Museu do Chiado, e está de parabéns o Comissário da Exposição, um verdadeiro entusiasta do Movimento Modernista Português, e também apaixonado pela obra do Mestre António Soares, o Dr. Rui Afonso Santos!