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12 de fevereiro de 2017

Posts da página do Facebook (5)

Mais algumas imagens de obras que foram exibidas em exposições colectivas e individuais:

"Ponte D. Luís - Porto" - 1935
A "Ponte D. Luís - Porto" - 1935, pertence à colecção da Fundação Calouste Gulbenkian, está neste momento em exibição na Exposição "Porto com Sentido" na Fundação Manuel da Mota, no Mercado do Bom Sucesso, no Porto.

"Floração de reflexos nas águas do Douro" - 1962
"Floração de reflexos nas águas do Douro" - 1962, apareceu publicado numa Agenda com obras de vários coleccionadores particulares

"À Vara Larga" - 1930
"À Vara Larga" - 1930, um estudo para um telão teatral, esteve na exposição do Centenário de nascimento de Mestre António Soares - Porto (1994) e Funchal (1995)

"Retrato da menina Maria António de Mello Breyner, filha dos Condes de Mafra" - 1932
Este "Retrato da menina Maria António de Mello Breyner, filha dos Condes de Mafra" - 1932, pertence também à colecção da Fundação Calouste Gulbenkian, e a última vez que esteve em exposto foi em 2015 na Exposição "Olhares", na própria Fundação.

"Panorama de Alfama - a Igreja de Santo Estêvão" - 1966
Este óleo, "Panorama de Alfama - a Igreja de Santo Estêvão" - 1966, pertence à colecção do Banco de Portugal

"Retrato de Madame António Soares" - 1930
"Retrato de Madame António Soares" - 1930, esteve presente na exposição “Olhares – os estudos e os desenhos” nas comemorações do 120º aniversário de nascimento de António Soares (1894-1978) na Fundação Escultor José Rodrigues de Set2014 a Mar2015

"Terra Portuguesa - estudo" - 1936
"Terra Portuguesa - estudo" - 1936, para uma das duas obras encomendadas para a Exposição do Ano X da Revolução Nacional, em 1936, pertence à Fundação Escultor José Rodrigues; esteve presente na exposição “Olhares – os estudos e os desenhos” nas comemorações do 120º aniversário de nascimento de António Soares (1894-1978) na Fundação Escultor José Rodrigues de Set2014 a Mar2015


29 de novembro de 2016

Actualização do Blog

Estimados amigos, leitores deste minúsculo blog:

Porque me merecem imenso respeito e consideração devo apresentar as minhas desculpas pelos lapsos de tempo entre cada post. A razão prende-se com disponibilidade, mas fundamentalmente com problemas familiares. Esta página é editada pela sobrinha do Pintor Mestre António Soares, e o meu Pai foi até ao dia 3 de Abril do corrente ano de 2016, o último irmão vivo do grande pintor Modernista do século XX. 

Dei início a este blog pela impossibilidade de alterar o site "www.mestreantoniosoares.org", e para ir dando a conhecer as actividades de divulgação da obra do artista.

Mestre António Soares morreu em 1978. Desde essa altura que a família tem vindo a aguardar a tão esperada e merecida Exposição Retrospectiva, que deveria ser organizada pelas entidades públicas. A nossa impaciência, como Família mais chegada ao artista e detentora dos direitos autorais da obra, prende-se, por um lado, com o facto da existência de um enorme hiato entre os dois factos (morte do artista e realização de uma primeira Exposição Retrospectiva), mas também por o irmão mais novo, meu Pai, Américo de Miranda Soares, ter dado início e realizado, ao longo de mais de trinta anos, um Inventário exaustivo da obra do irmão, que tanto admirava.

O espólio existente teve, por parte de Américo Soares, uma atenção e um cuidado muito para além do que é corrente por parte das famílias de outros artistas, salvo honrosas excepções (que confirmam a regra), sendo que a preocupação pela divulgação e insistência junto de várias entidades, ao longo destes trinta e oito anos, veio a culminar na preparação de duas grandes exposições - que deveriam ter sido inauguradas em Novembro de 2015 - mas que por força das circunstâncias e de dificuldades várias, serão inauguradas separadamente mas, felizmente, acreditamos nós, com grande impacto.

Os 33 anos de diferença que separavam o meu Pai, Américo, do artista Mestre António Soares, fazem de mim, na realidade, uma sobrinha da mesma geração dos netos e sobrinhos-netos de todos os amigos e conhecidos do nosso Tio, que com ele privaram. Do único irmão ficam agora três sobrinhos, sendo eu a mais velha. Mas também existem agora mais seis sobrinhos netos e a nossa Mãe, também já bastante idosa, representará o nosso Pai, sempre que possível, pelo enorme desejo que este sempre nutriu em ver a Exposição Retrospectiva da obra do irmão.

Neste momento, o ponto da situação é o seguinte:

O Museu Nacional do Teatro e da Dança vai inaugurar - a data será anunciada aqui e na Comunicação Social, sem dúvida, muito brevemente - já no início do próximo ano de 2017, uma exposição sobre António Soares (realizado com material existente no Museu e também com material - desenhos, estudos, projectos, e mesmo alguns cenários e rompimentos - que a Família aí colocou em depósito desde 2009) que irá demonstrar a influência que este grande artista do século XX teve, para a modernização do Teatro em Portugal, nomeadamente nos anos '30. Recomendamos a aquisição do catálogo, realizado com a qualidade a que o Museu do Teatro e da Dança nos habituou, e que será um documento precioso para o início da redescoberta deste exímio artista.

O Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, por seu lado, teve mais dificuldade em reunir um conjunto interessante e significativo de obras, dado na sua grande maioria estarem em colecções particulares, mas aos poucos foram aparecendo inúmeras famílias e coleccionadores que, ao longo destes 38 anos, têm aguardado, também com uma ansiedade semelhante à da família, por esta tão merecida Exposição Retrospectiva. Esperamos ainda que, dados os constrangimentos que foram surgindo, mais algumas obras apareçam. De qualquer modo, a perspectiva é a de que a Exposição que tinha sido anunciada (no próprio site do MNAC) primeiro para Novembro de 2015 e posteriormente para Março de 2016, e que até agora não sabemos quando poderá ter lugar, deverá ser realizada até meados do próximo ano, por isso, não desesperemos, já esteve mais longe a expectativa. Todos sabemos dos cortes orçamentais que têm afectado a cultura, assim como outras áreas. O trabalho mais difícil que foi a reunião das peças e a elaboração dos textos para o Catálogo, já foi feito. Resta agora a calendarização seguida pela adjudicação das verbas para a sua montagem. Por tudo isto peço, a todos os inúmeros coleccionadores/emprestadores das obras do Mestre António Soares, que foram contactados previamente, que aguardemos pacientemente.

Como compreendem, o facto de António Soares ter sido um artista que teve, desde os 16 anos, de trabalhar para viver, e ainda, mais tarde, de sustentar a família, condicionou um pouco a sua actividade (não podia só "pintar o que lhe apetecia" mas teve de trabalhar para encomendas, como acontecia com todos os seus colegas) sendo que a contrapartida foi uma produção imensa, que engloba ainda trabalhos em Cinema, e trabalhos gráficos (que os artistas na época tinham tendência a desvalorizar), mas que hoje em dia estão englobados na categoria de Design, e que existe ainda muito para descobrir... e ser "descoberto". Daí também a importância destas Exposições, para colocar no seu devido lugar, no panorama das Artes Nacionais, este grande artista do Modernismo.

Julgo que com este post não estou a ser indiscreta, estou só a tentar ser objectiva e factual. Tenho assim que agradecer, de uma forma geral e informal, o trabalho e empenho de Directores de Museus e de Fundações, Conservadores e Técnicos Especializados, que a seu tempo nomearei com a devida vénia, que se têm identificado com os nossos desejos, como família, que se têm tornado amigos, e que me têm ajudado a continuar o trabalho iniciado pelo meu Pai.

Efectivamente, foi essa a promessa que fiz ao nosso Pai, há já alguns anos, em 2012, aquando da Exposição no MNAC - Museu do Chiado «O Modernismo Feliz - Art Déco em Portugal», a de continuar o trabalho por ele iniciado, tal como expliquei acima. 

Oportunamente então irei continuar a "postar" informação relevante para o conhecimento deste grande artista do século XX. Em simultâneo, a um ritmo mais regular, no "Facebook" tenho estado a publicar imagens, sem grandes explicações, dado que estes dois instrumentos, têm funções e projecção diferenciadas.

Bem hajam por continuar a visitar-nos. Deixem-nos os vossos comentários, são sempre bem vindos,

Ana Isabel de Ornellas   


2 de setembro de 2014

"OLHARES - Os Estudos e os Desenhos de ANTÓNIO SOARES" Exposição comemorativa do 120º Aniversário de Nascimento do Mestre António Soares




Eis aqui o "Convite Digital" da Exposição

Olhares: os Estudos e os Desenhos de António Soares

Fica já a data, o local e a hora:

* no próximo dia 20 de Setembro de 2014, sábado, no Porto
* na Fundação Escultor José Rodrigues, na Rua da Fábrica Social
* pelas 16h00 - 4h da tarde

O Pintor António Soares nasceu a 18 de Setembro de 1894. 
A 18 de Setembro de 2014 (quinta-feira) haverá uma Romagem de Saudade ao túmulo, localizado no Cemitério do Calendário, em Vila Nova de Famalicão, pelas 17h00. Serão colocadas flores no túmulo*, onde também se encontra a sua mulher Maria Germana, e será realizada uma Missa de sufrágio na Igreja da Freguesia do Calendário. 

Esta exposição, nas galerias da Fundação Escultor José Rodrigues, estará aberta de segunda a sábado, com entrada livre, e estará durante seis meses à espera da sua visita...

Ao longo desse tempo, para além das visitas das Escolas, dado que a Fundação tem um Serviço Educativo que vai ser adaptado à exposição que está a decorrer, haverá palestras, exibição de filmes, visitas guiadas realizadas por diversos especialistas, Conservadores, Directores de Museus, Investigadores Universitários, estudiosos...

Também aqui, publicaremos os pequenos ou grandes acontecimentos que irão tendo lugar, e de todos eles se farão notícias, que engrossarão o Catálogo, que só ficará completo no dia do encerramento da Exposição, a 21 de Março de 2015!

Não deixem de nos visitar!

* da Família de José Alívio Madureira, avô da cunhada, Maria de Fátima