Mostrar mensagens com a etiqueta Fundação C. Gulbenkian. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundação C. Gulbenkian. Mostrar todas as mensagens

9 de fevereiro de 2017

Posts da página do Facebook (2)

Mais algumas obras de algumas colecções particulares, mas que de algum modo foram expostas ou publicadas entre 1978 e 2017:

"Quarta-feira de Cinzas" - 1925
"Quarta-feira de Cinzas" - 1925, colecção particular, realizado para uma das paredes da sala do "Bristol Clube", esteve finalmente em 2012 presente na Exposição “O Modernismo Feliz – Art Déco em Portugal” MNAC-Museu do Chiado de Junho a Nov2012

"Desenho de costumes - um bocadinho de má-língua" - 1930

"Natureza-morta - estudo" - 1924
"Natureza-morta - estudo" - 1924, esteve presente e vem no catálogo da exposição "Dos nossos anos vinte" que teve lugar no Porto em 1986

"Varinas" - 1916
"Varinas" - 1916 (apareceu num catálogo de Leilões)
"Retrato da mulher do artista" - 1932
O "Retrato da mulher do artista" - 1932, pertence à colecção da Fundação Calouste Gulbenkian

"Feira de Loulé" - 1930
"Feira de Loulé" - 1930 (apareceu num catálogo de Leilões)

"Velhos Bairros ao Sol" - 1932
O "Velhos Bairros ao Sol" - 1932, faz parte da colecção de Arte Moderna da Fundação Millennium BCP; está incluído no Catálogo Pintura Modernista na Colecção Millennium BCP que teve a primeira exposição em Janeiro de 2015

29 de novembro de 2016

Actualização do Blog

Estimados amigos, leitores deste minúsculo blog:

Porque me merecem imenso respeito e consideração devo apresentar as minhas desculpas pelos lapsos de tempo entre cada post. A razão prende-se com disponibilidade, mas fundamentalmente com problemas familiares. Esta página é editada pela sobrinha do Pintor Mestre António Soares, e o meu Pai foi até ao dia 3 de Abril do corrente ano de 2016, o último irmão vivo do grande pintor Modernista do século XX. 

Dei início a este blog pela impossibilidade de alterar o site "www.mestreantoniosoares.org", e para ir dando a conhecer as actividades de divulgação da obra do artista.

Mestre António Soares morreu em 1978. Desde essa altura que a família tem vindo a aguardar a tão esperada e merecida Exposição Retrospectiva, que deveria ser organizada pelas entidades públicas. A nossa impaciência, como Família mais chegada ao artista e detentora dos direitos autorais da obra, prende-se, por um lado, com o facto da existência de um enorme hiato entre os dois factos (morte do artista e realização de uma primeira Exposição Retrospectiva), mas também por o irmão mais novo, meu Pai, Américo de Miranda Soares, ter dado início e realizado, ao longo de mais de trinta anos, um Inventário exaustivo da obra do irmão, que tanto admirava.

O espólio existente teve, por parte de Américo Soares, uma atenção e um cuidado muito para além do que é corrente por parte das famílias de outros artistas, salvo honrosas excepções (que confirmam a regra), sendo que a preocupação pela divulgação e insistência junto de várias entidades, ao longo destes trinta e oito anos, veio a culminar na preparação de duas grandes exposições - que deveriam ter sido inauguradas em Novembro de 2015 - mas que por força das circunstâncias e de dificuldades várias, serão inauguradas separadamente mas, felizmente, acreditamos nós, com grande impacto.

Os 33 anos de diferença que separavam o meu Pai, Américo, do artista Mestre António Soares, fazem de mim, na realidade, uma sobrinha da mesma geração dos netos e sobrinhos-netos de todos os amigos e conhecidos do nosso Tio, que com ele privaram. Do único irmão ficam agora três sobrinhos, sendo eu a mais velha. Mas também existem agora mais seis sobrinhos netos e a nossa Mãe, também já bastante idosa, representará o nosso Pai, sempre que possível, pelo enorme desejo que este sempre nutriu em ver a Exposição Retrospectiva da obra do irmão.

Neste momento, o ponto da situação é o seguinte:

O Museu Nacional do Teatro e da Dança vai inaugurar - a data será anunciada aqui e na Comunicação Social, sem dúvida, muito brevemente - já no início do próximo ano de 2017, uma exposição sobre António Soares (realizado com material existente no Museu e também com material - desenhos, estudos, projectos, e mesmo alguns cenários e rompimentos - que a Família aí colocou em depósito desde 2009) que irá demonstrar a influência que este grande artista do século XX teve, para a modernização do Teatro em Portugal, nomeadamente nos anos '30. Recomendamos a aquisição do catálogo, realizado com a qualidade a que o Museu do Teatro e da Dança nos habituou, e que será um documento precioso para o início da redescoberta deste exímio artista.

O Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, por seu lado, teve mais dificuldade em reunir um conjunto interessante e significativo de obras, dado na sua grande maioria estarem em colecções particulares, mas aos poucos foram aparecendo inúmeras famílias e coleccionadores que, ao longo destes 38 anos, têm aguardado, também com uma ansiedade semelhante à da família, por esta tão merecida Exposição Retrospectiva. Esperamos ainda que, dados os constrangimentos que foram surgindo, mais algumas obras apareçam. De qualquer modo, a perspectiva é a de que a Exposição que tinha sido anunciada (no próprio site do MNAC) primeiro para Novembro de 2015 e posteriormente para Março de 2016, e que até agora não sabemos quando poderá ter lugar, deverá ser realizada até meados do próximo ano, por isso, não desesperemos, já esteve mais longe a expectativa. Todos sabemos dos cortes orçamentais que têm afectado a cultura, assim como outras áreas. O trabalho mais difícil que foi a reunião das peças e a elaboração dos textos para o Catálogo, já foi feito. Resta agora a calendarização seguida pela adjudicação das verbas para a sua montagem. Por tudo isto peço, a todos os inúmeros coleccionadores/emprestadores das obras do Mestre António Soares, que foram contactados previamente, que aguardemos pacientemente.

Como compreendem, o facto de António Soares ter sido um artista que teve, desde os 16 anos, de trabalhar para viver, e ainda, mais tarde, de sustentar a família, condicionou um pouco a sua actividade (não podia só "pintar o que lhe apetecia" mas teve de trabalhar para encomendas, como acontecia com todos os seus colegas) sendo que a contrapartida foi uma produção imensa, que engloba ainda trabalhos em Cinema, e trabalhos gráficos (que os artistas na época tinham tendência a desvalorizar), mas que hoje em dia estão englobados na categoria de Design, e que existe ainda muito para descobrir... e ser "descoberto". Daí também a importância destas Exposições, para colocar no seu devido lugar, no panorama das Artes Nacionais, este grande artista do Modernismo.

Julgo que com este post não estou a ser indiscreta, estou só a tentar ser objectiva e factual. Tenho assim que agradecer, de uma forma geral e informal, o trabalho e empenho de Directores de Museus e de Fundações, Conservadores e Técnicos Especializados, que a seu tempo nomearei com a devida vénia, que se têm identificado com os nossos desejos, como família, que se têm tornado amigos, e que me têm ajudado a continuar o trabalho iniciado pelo meu Pai.

Efectivamente, foi essa a promessa que fiz ao nosso Pai, há já alguns anos, em 2012, aquando da Exposição no MNAC - Museu do Chiado «O Modernismo Feliz - Art Déco em Portugal», a de continuar o trabalho por ele iniciado, tal como expliquei acima. 

Oportunamente então irei continuar a "postar" informação relevante para o conhecimento deste grande artista do século XX. Em simultâneo, a um ritmo mais regular, no "Facebook" tenho estado a publicar imagens, sem grandes explicações, dado que estes dois instrumentos, têm funções e projecção diferenciadas.

Bem hajam por continuar a visitar-nos. Deixem-nos os vossos comentários, são sempre bem vindos,

Ana Isabel de Ornellas   


31 de março de 2013

Retrato da Mulher do Artista - Retrato da Irmã do Artista

Está patente desde 12 de Julho de 2012 até 7 de Abril de 2013 na Exposição Permanente do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian - Galeria 1, quer a "Natacha" quer este belíssimo retrato a óleo de 1932, de Maria Germana, com 27 anos, mulher do Mestre António Soares.
Por um lapso dos serviços da CAM este retrato - que é definitivamente o retrato da mulher do artista - aparece como "Retrato da Irmã do Artista", 1937. Aqui fica a rectificação.


Apresentamos a seguir mais dois retratos quer da mulher do Mestre quer da irmã, para se comprovar a impossibilidade da semelhança.

Em primeiro lugar o "Retrato da Irmã do Artista" a óleo, de 1936, aqui representada com 22 anos, que está no MNAC - Museu do Chiado:


E agora uma sanguínea lindíssima das duas jovens senhoras, da colecção da Família:



À esquerda aparece Judite, a irmã do Mestre (1914/1938) e à direita D. Maria Germana (1905/1996) e está inventariado como "Mulher e Irmã do Autor" e datado de 1933.

28 de março de 2013

Exposição Internacional de Paris de 1937 - "Lisboa"

Com a devida vénia à Biblioteca de Arte da Colecção Calouste Gulbenkian, e ao Estúdio Mário Novais (segue abaixo o link), apresento a reprodução do quadro que ganhou o Grand-Prix de Pintura na Exposição Internacional de Paris em 1937:

"Lisboa" de António Soares


Existe uma reprodução a cores (que está no site www.mestreantoniosoares.org) mas que não tem suficiente qualidade para se poderem analisar detalhes. E isto porquê?  
Porque este quadro foi destruído no incêndio que ocorreu no Museu de Arte Popular (que fica ao lado do CCB) em 1976, onde este quadro esteve em lugar de destaque, desde que regressou de Paris, na designada  "Galeria Nacional de Arte Moderna".

Vale a pena ver também o post com o mesmo nome: Exposição Internacional de Paris de 1937.

(link: http://www.flickr.com/photos/biblarte/4996129588/in/set-72157624844432503)

8 de fevereiro de 2013

Natacha - Retrato de uma Bailarina


Considerada por José-Augusto França a obra-prima de António Soares, este "Retrato de uma bailarina", "Natacha", "Retrato de uma bailarina russa" ou simplesmente "Retrato", designações da mesma obra em diferentes Catálogos de exposições individuais e colectivas, é uma têmpera sobre tela datada de 1928. Foi com esta obra que Mestre António Soares obteve o seu 1º Prémio de Desenho da XXVI Exposição de arte na SNBA - Sociedade Nacional de Belas Artes, em 1929. (a)

Adquirida pela Fundação Calouste Gulbenkian ao coleccionador e empresário Fernando Seixas - que a adquiriu para evitar que fosse levada para a América Latina por um outro coleccionador particular - mais tarde vem a pertencer ao acervo inicial da colecção de obras do Modernismo do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão - inaugurado em 1983. Hoje em dia, faz parte da colecção permanente deste precioso espaço museológico, detentor de um importante acervo de obras de Mestre António Soares.

Sendo precisamente considerada uma das obras mais carismáticas quer do autor, Mestre António Soares, quer do Movimento Modernista Português, não esteve presente na exposição "O Modernismo Feliz - Art Déco em Portugal" do MNAC - Museu do Chiado em 2012, simplesmente por se encontrar nesse segundo semestre de 2012, em período de manutenção. Mas foram cedidas outras obras da colecção do CAMJAP, assim como de outros espaços museológicos do país.

Esta bailarina "russa", mais precisamente, estoniana, Natacha Baltina, esteve em Portugal com a Companhia de Bailado de S. Petersburgo. Acabou por se apaixonar e casar com um membro do corpo Diplomático da Embaixada de Cuba em Lisboa, o diplomata Eduino Mora. A amizade que teve início na pintura do retrato prolongou-se durante muitos anos, entre as duas famílias, e o casal, sem filhos, manteve visitas regulares a Portugal e à família António Soares. Quando morre, anos mais tarde, Natacha vem a ser enterrada em Lisboa.

(a) in "O Notícias Ilustrado", pág.8 de 26 de Maio de 1929, artigo de Augusto Ferreira Gomes: "(...) Desde os desenhos assinados simplesmente António - já lá vão 15 anos - até à tela que esta época expôs nas Belas Artes - trabalho este demonstrativo de conhecimentos profundos de pintura - (...) António Soares pode orgulhar-se de ser um grande pintor em qualquer parte do mundo(...)", 1ª. medalha em "Desenho" com o quadro "Natacha".